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O El Niño é um fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico na região equatorial

 


El Niño cria caos no clima e prejuízos no mundo inteiro

Por João Lara Mesquita


Entenda o porquê do nome

O nome foi dado por pescadores peruanos no século 19. Eles notaram que em alguns anos, nos meses de novembro e dezembro época do Natal, a quantidade de pescado diminuía drasticamente. O nome é uma referência ao menino Jesus.

O El Niño é  um fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico na região equatorial. O fenômeno tem duas fases: uma quente, El Niño, outra que esfria mais que a média normal histórica as água do Pacífico,  o La Niña. Esse esquentamento ou esfriamento da enorme área do Pacífico causa mudanças nas correntes atmosféricas, e muda o padrão de vento a nível mundial, o que afeta o clima global. No caso do El Niño, há mais chuvas em regiões tropicais e latitudes médias. Já no La Niña os impactos tendem a ser opostos. 

Frequência e características do El Niño

O fenômeno ocorre irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, e se caracteriza pela diminuição da potência dos ventos alísios (provocados pela rotação da Terra).

Como a rotação ocorre no sentido Oeste-Leste, os ventos em contato com o planeta sofrem um atrito. Isso faz com que  soprem no sentido contrário (de Leste para Oeste) na faixa equatorial do planeta.

A temperatura da água na superfície da América do Sul esquenta, porque há menos ressurgência da água fria por baixo para resfriar a superfície.

Este fenômeno produz massas de ar quentes e úmidas que geram chuvas na região do entorno, com a diminuição de chuvas em outros locais como a Amazônia, o Nordeste brasileiro, além do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e em outras partes do mundo.

O que desencadeia o fenômeno?

Os cientistas ainda não entendem em detalhes o que desencadeia um ciclo. O que se sabe é que nem todos  são iguais, muito menos a atmosfera e o oceano seguem sempre os mesmos padrões de um El Niño para outro.

Vários cientistas acreditam que a interferência humana na atmosfera tem culpa nessa alteração. Outra teoria, recentemente anunciada, afirma que o aquecimento das águas do Pacífico é causado pelo calor do magma vulcânico liberado no fundo desse oceano.

60 milhões de pessoas ameaçadas

Durante o último, e até agora mais forte episódio do El Niño, em 2015 – 2016, a Organização Mundial da Saúde alertou que “o fenômeno ameaçava  60 milhões de pessoas em países em desenvolvimento”.

E explicou: “As implicações para a saúde das populações mais vulneráveis serão grandes, devido à menor capacidade de reação frente às consequências do fenômeno.”

Consequências do El Niño no Brasil

O clima, que já anda ressentido conosco, aquecendo-se e mudando suas características, causando prejuízos difíceis de calcular, muda de vez. Em regiões úmidas, como a Amazônia, a seca entra em cena. Drena rios, isola comunidades, prejudica a navegação e a economia.

Ao mesmo tempo,  provoca temperaturas mais altas no Sudeste, Centro-Oeste, e parte do Nordeste. E mais chuva no Sul. 

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